domingo, 19 de dezembro de 2010

Do determinismo humano,


o futuro é imprevisível, poucas vezes o errado da certo
e geralmente o improvável é regra
não há um seguro de vida que impeça o sofrimento
nem formas seguras de esquecimento
miseravelmente, estamos fadados ao sentimento
outra precariedade determinada pelo momento

não importa o tamanho da felicidade atual
sempre há o risco do futuro ser diferente
não importa se você é acima do normal
tudo se torna melancolicamente deprimente
a vida é uma sucessão de desventuras em série

um dia, os sorrisos serão apagados
não haverá ninguém lhe esperando
todo seu sarcasmo será comprado
e vão te culpar de tudo

a culpa é do mundo, é do certo, do errado, da ingenuidade
a culpa é do homem, do sentimento, da imaturidade

interpretamos a inércia como nosso grande papel
buscamos desculpas no mundo, certamente infiel
idolatramos as culpas, os medos e os pecados
guardamos nossa raiva, nossa dor
nos tornamos descrentes, fracos, obcecados

a incerteza da vida se completa com o mistério da morte
que transforma em passado até o presente mais forte
os tempos bons se foram, os tempos bons sempre se vão
é tudo melancolia, saudade, chuva de verão.

A inesitência é real...
A incoerência normal...
A incompetência casual...
A felicidade banal...

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