sábado, 5 de fevereiro de 2011

Da união consolidada,


Hoje fiz uma oração perto da luz das estrelas
reuni anjos e irmãos
condensei a minha essência em algo puro
em sentimentos verdadeiros...

Descobri que quando o sol nasce
eu posso ver o valor das coisas que não se podem comprar
que até velhas histórias de ninar tem algum sentido
e que a esperança, não morre...

Novas formas vem a tona
lições, desejos, pensamentos
velhos fantasmas, recordações
boas recordações...

Complico-me ao julgar as coisas por sua simplicidade
assim como quando tento entender seu preço
são tão vazios os nossos desejos
tão manipulados...

Maquiamos nosso distúrbio de não ter o que dizer
destruindo nossa inocência,
apagando nosso conteúdo
lutando por perguntas óbvias
estabelecendo-nos em respostas sem fundamento
criando no atual momento uma grande carta de suicídio
ideológico, egoísta, débil

peço aos meus anjos
para me manter perto da luz
das estrelas, da aurora
para preservar os ideais de amizade
e a capacidade de entender
que só se deve partilhar o amor que for real

pois palavras bonitas só serão apreciadas
enquanto o reflexo desses dias for eterno
preservado pela união dos laços de irmandade
que mantenham juntas nossas mãos.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Doces Respostas,


quantas medidas maléficas foram tomadas em nome do bem?
quantas crianças mortas em nome da paz?
quantos ideais perdidos em nome da ordem?

ou você cria uma máscara
ou se esconde na multidão

a sociedade nunca escolhe seus atores
fundamenta apenas seus papéis
movimentando a multidão
cria ídolos voláteis
ou alter-egos paranóicos que representam o papel humano
personalidades frágeis, diluídas em seus próprios sonhos
em seus sonhos passageiros de auto-controle

guiam seus passos em pegadas pré-estabelecidas
o mundo precisa ser impressionado, assim como nós
criamos uma grande e bela explosão
uma catástrofe tão fantástica que nem parece real
para lembrar-nos do medo da guerra
do medo da quietude
do medo do nada
para lembrar-nos do conforto instável dos nossos valores corrompidos

Afinal, para que serve aquela estátua no parque?
perguntamos à nossa mãe...
para que serve aquele homem na cruz?
perguntamos ao nosso pai...

E a resposta sempre será boa o suficiente
que nunca iremos querer descobrir
E o medo será sempre grande o bastante
para que possamos nos esconder
e finalmente nos adaptar as multidões
e a toda sua lógica infantil imutável.

Nunca irão mudar, seu batismo foi consolidado
e essa é verdade mais amada...

sábado, 22 de janeiro de 2011

Do andarílio,


por longos anos, procurando, sem se contestar
foi vagando, e mudando tudo que encontrou
foi ensinando que o importante, é proteger seus semelhantes
foi buscando a sua felidade em terras distantes
assim estava em paz, eu não me importou em arriscar
era andarilho sem rumo, guiado pelo luar

o importante não é mudar, fazer melhor ou encontrar um tema pra viver e ter histórias pra contar
o importante é estar feliz, sem precisar entender o porque de tanta desigualdade
é saber levar, nesses tempos difíceis, a vida com sanidade
e depois que tudo acabar, apreciar as boas lembranças
mesmo que seja bem pequeno, nunca perder as esperanças
e proteger secretamente, quem esteja mal, quem esteja descrente

camuflando com um sorriso, seu passado pueril
seu coração de pedra, sua tristeza interior
por ter causado destruição sem sentido
por ter sido motivo de tanta dor

depois que viveu em paz, ele pode entender
que a melhor coisa que a vida traz, é proteger
a sua felicidade, e de quem está por perto
sem se preocupar em mudar o mundo, sendo apenas correto
combater o egoísmo sem autoridade
tentar transmitir amor, sem exigir bondade
e conquistar com humildade, o que lhe convém
um lugar no coração de quem precisa de alguem
e ele percebeu, que eu também era protegido
por seus novos irmãos, seus verdadeiros amigos
e intão eu parou de lutar contra todos e contra tudo
nessa luta sem verdade
intão eu jurou: mesmo se eu não mudar o mundo,
protejerei nossa felicidade.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

De posteriores paradeiros,


temos esse estranho destino, que nos impurra sempre pra frente
nos fazendo planejar o futuro, deixando de viver o presente
viver de verdade, é aproveitar os momentos devagar
possuindo o bem e o mal, sempre sabendo equilibrar
pois com tudo se aprende, e tudo é lição
pense no futuro, mas não viva na ilusão
mantenha forte os pensamentos, e de todo meu coração
aproveite cada segundo, viva com paixão

porque tudo nesse depende de vontade
vontade supera a dor, vontade supera verdade
mas o importante é ter tranquilidade
pra viver assim, tem que ter muita coragem

estranho é esse destino que adoro ter que enfrentar
meu destino é ser um vagabundo que tem muito o que trabalhar
que sabe olhar nos olhos, e falar algumas verdades
que entende certas dores, dores inimagináveis
sabe contemplar a vida e lutar pelo que é certo
pode balançar o mundo, mas adora ficar queto
não transpira alegria, nem se deixa parecer triste
mas as vezes chora pelos cantos, quando esquece porque existe
bota a culpa no destino, louco e imprevisivel
mas na hora de lutar, faz de cara o impossivel

porque tudo na vida depende dessa vontade
esse é o potencial infinito...
esse é o potencial divino...
escolher certo é um só privilégio...

sábado, 8 de janeiro de 2011

De conflitos naturais,


antes da criação do mundo, havia apenas a escuridão
as trevas reinavam, antes mesmo da luz ser criada
e das trevas, veio a luz, como do frio vem o calor
do detalhe vem o complexo, do simples vem o sensato
mas toda essa lógica natural é deveras incompreendida...

A morte é a ausência de vida, mas o que é a vida
se não apenas a presença do nosso mundo?
e o que o mundo? e o que é o fim de algo que não se compreende
o fim das trevas, da escuridão absoluta, foi lamentado?
e como seria uma natureza, que mantém suas flores e frutos intactos
eternos... sem permitir que a luz, ou as trevas influenciem...
sendo eternamente jovem e eternamente velho
mas todo esse ciclo natural é deveras incompreendido...

A inabilidade de ver o futuro tão óbvio
distorceu toda a luz do conhecimento inepto
desde as suas raízes, luz, vida, discernimento
conhecimento do bem e do mal, morte...
esse é o pecado mortal, conhecer, discernir
deixar o paraíso animal e irracional, deter responsabilidades
mas toda essa necessidade natural é deveras incompreendida...

A auto-piedade é só ausência de coragem
coragem para compreender algo tão vasto quanto o universo
como a luz que iluminava os corações, antes da luz ser criada
e peculiar som de cada diversidade que habita o universo
nada é igual, nem a luz de antes, nem o fogo de agora
não se pode dominar a vida, nem o mundo, nem a luz, nem a morte
mas toda essa necessária sinfonia é deveras imcompreendida...

a luz que iluminava Deus, é a mesma luz que ilumina o homem que criou a lâmpada
as trevas que reinavam antes, são as mesmas trevas que tememos hoje
o conhecimento é cíclico, infinitamente indeterminado, inalcançãvel
mas felizmente, os sonhos não são mesmo, nem as pessoas
e a chave para ser aquela eterna árvore dos frutos eternos
é devora-la, corajosamente, amando-a sem compreende-la totalmente
pois a vontade existe antes das Trevas, antes de Deus, antes da Luz
mas toda essa pureza natural é deveras incompreendida...

O assassinato das criações veio através do homem...
Do seu repúdio à luz do conhecimento...
Do seu medo das trevas da salvação...
Da sua falta de coragem, vontade, amor...

sábado, 1 de janeiro de 2011

De inapropriados pensamentos,


contesto-me sobre a disposição estética dos meus métodos morais
porque é tão importante que eles sirvam a um bem maior
então porque esse conflito para manter meus padrões normais
se sei que tudo se estabelece entre a moral e a sociedade
e jamais pela estética e a sociedade, onde me enquadro.

O verdadeiro valor nunca será compreendido
e mesmo que seja, será após ter sido perdido
e não quando já não possa mais ser exigido
a vida é vista através do véu da nossa responsabilidade mesquinha
orgulhosos que somos, só a compreenderemos na pureza da morte
e não poderemos voltar para obter um sucesso pleno.

Hoje sinto uma vontade de me comunicar, de me expressar
de falar com quem está aqui, e com quem não está
com todos os condenados que já se foram com suas culpas
enquanto suas inúteis paixões escapavam pela tangente
da curva da vida, que sempre será poente
enquanto só se valoriza a luz quando o sol já se foi.

Hoje senti a minha capacidade de suportar a solidão
e porque ela me satisfaz tanto, em sua simplicidade
porque as vezes é tão importante apenas tocar uma mão
mas só se souber que essa será minha ultima noite nessa humanidade
como essas outras milhares de noites, em um mundo sem fim
noite se unindo a noite, vejo esse conflito dentro de mim
na solitária companhia do vazio, do quieto, do escuro
contemplando um conhecimento demente, porem esperto
que sabe que não há nada para se saber
pois só haverá valor, no que há de se perder

a areia do castelo, o ar da xícara, o vazio da mente
pode parecer indiferente, mas logo será reluzente
e assim, estará perdido pra sempre
na penumbra, na névoa, no olhar indiferente