quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Da absoluta inferioridade,


a pouco tempo atrás, aconteceu algo ruim, a alguém muito importante
não era meu amigo, nem meu conhecido, nem mesmo era desse planeta
ele veio de um lugar muito distante, pra ensinar e aprender
chegando aqui na Terra, viu que tudo era diferente
e que ninguém o entendia
mas mesmo assim, ele tentou transmitir aos humanos ideais
trazidos do povo mais sábio do universo
que não entendiam, porque os humanos são tão perversos
e não apreciam, a beleza do mundo que lhes foi provido

chegando aqui, ele quis entender
o porque de tanta guerra, tanta fome, tanta tristeza
como podem viver no meio do caos
se a natureza, é harmônica e perfeita
porque não tomam esse exemplo para suas vidas?

chegando aqui, ele quis entender
porque não amavam a terra, e não percebiam sua vulnerabilidade
porque escondiam com o medo, a mais profunda verdade
porque rezavam, para si mesmo, e nunca eram atendidos
e como pediam ajudam, se ignoravam o semelhante ferido

chegando aqui, ele pediu paz
descobriu o amor, as lágrimas e a emoção
com o tempo, passou a amar esse mundo novo
e ficou entre nós, inventando um coração

mas sua tristeza só foi aumentando
e uma perseguição foi montada
acharam um novo problema, era o invasor
que não tinha coração, nem sentimentos
estranhas antenas, e cor esquisita

e mais uma vez, ele pediu paz
e fez um discurso para milhões
fazendo todos entenderem sua posição
e foi aplaudido

mas pouco tempo depois, muitos o acusaram novamente:
como alguém de tão longe, pode opinar sobre nossas vidas
e foi acusado traidor, por amar a terra, e seus habitantes
e novamente foi levado a julgamento

dessa vez ele não quis falar
ele estava tão feliz por ter criado a paz
que deixou ser levado
ele foi condenado e executado
até que anos depois, foi finalmente julgado
culpado do próprio pecado
ter amado, e entendido
um planeta pequeno escondido
onde a vida, não se entende
e o culpado não se prende
e há ciclos de guerra
como ciclos ganancia
esse é o nosso presente
visto por um ser diferente
que tinha uma mensagem:

-Cuidem do seu Oásis.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Do determinismo humano,


o futuro é imprevisível, poucas vezes o errado da certo
e geralmente o improvável é regra
não há um seguro de vida que impeça o sofrimento
nem formas seguras de esquecimento
miseravelmente, estamos fadados ao sentimento
outra precariedade determinada pelo momento

não importa o tamanho da felicidade atual
sempre há o risco do futuro ser diferente
não importa se você é acima do normal
tudo se torna melancolicamente deprimente
a vida é uma sucessão de desventuras em série

um dia, os sorrisos serão apagados
não haverá ninguém lhe esperando
todo seu sarcasmo será comprado
e vão te culpar de tudo

a culpa é do mundo, é do certo, do errado, da ingenuidade
a culpa é do homem, do sentimento, da imaturidade

interpretamos a inércia como nosso grande papel
buscamos desculpas no mundo, certamente infiel
idolatramos as culpas, os medos e os pecados
guardamos nossa raiva, nossa dor
nos tornamos descrentes, fracos, obcecados

a incerteza da vida se completa com o mistério da morte
que transforma em passado até o presente mais forte
os tempos bons se foram, os tempos bons sempre se vão
é tudo melancolia, saudade, chuva de verão.

A inesitência é real...
A incoerência normal...
A incompetência casual...
A felicidade banal...

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Da interpretação previsível,


Sim, eu confesso, eu realmente não presto
e se expresso um pouco disso é só pra te destrair
mas se isso não te fizer pensar, pelo menos te fará rir
intão ria...

Eu sou apenas mais um exagerado, que profere idéias em vão
e quem não pode pensar, por favor, role de rir no chão
Se não te trago reflexão, te trago felicidade
a minha piada só tem duas façes
e a cara lavada da minha mentira coroa qualquer verdade

viva seu cotidiano idolatrando seus limites
julgue minhas palavras como meros palpites
e se eu pedir para que me conte alguma história
esqueça que seus dias são iguais
invente que você ja ficou parado na chuva
e que se limitar à existir não é nada de mais

jamais interprete, contente-se com uma piada
com uma ilusão que não se assemelha à realiadade
coroada por metáforas que no fundo não dizem nada
são caminhos absurdos que escondem a verdade

e eu não dou a mínima... :)

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Das pequenas mudanças,


Minha casa na árvore está sendo bombardeada
todas as minhas musicas sendo censuradas
todos os meus livros confiscados
e tudo que eu penso é leviano.

O mundo mudou...
As sinfonias não me trazem Ludwig ou Wolfgang
Bob Marley é só um negro com uma apologia
e a paz é só uma forma de fazer justiça

ouvir Guns não me leva mais a Holliwood Roses
Jim Morrison descobriu a heroína na banheira
assim como Hendrix, Janis e Brian Jones
e para fazer rock é só ser alcoólatra

Jack Johnson só me lembra a morte do Irons
e o Kelly é só mais um recordista
o oceano é só algo que vai aumentar com o degelo
e a liberdade não está mais dentro de nós

Allen Ginsberg é só mais um pervertido
e Rochester é só mais uma cidade, esquecida do Conde
agora Tolkien é só mera infantilidade
e os Capuletos só rivais dos Montecchios

Cazuza é só mais um filho de burguês
Cartola algo que se punha na cabeça
boemia e poesia só ofícios de malandro
e a morte é mais grandiosa que o amor

Chaplin e só mais um iludido
tal como Voltaire um simples comediante
Dawkins só mais um inimigo do misticismo
já Byron caracterizado como psicopata

amor, paz, liberdade, tudo virou clichê
e a Ilha Paraíso ficou cada vez mais distante
ficar careca virou sinônimo de responsabilidade
e ser jovem é ter cuidado...

Cuidado para não se perder na praia.
Cuidado para não se instruir de mais.
Cuidado para não se lembrar de nenhuma dessas pessoas.
Cuidado para não agregar nenhuma ideologia.
Cuidado para não amar.
Cuidado para não se entregar.
Cuidado para não morrer.
Cuidado para não sonhar.
Cuidado...