sexta-feira, 2 de julho de 2010

Pranto explícito,


uns dizem que é a vida, outros dizem que é o acaso
uns creem em deus, outros acreditam no diabo
uns dizem que é sorte outros dizem que é azar
mas certas coisas nem eu tenho coragem de contestar

não foi nada divino, tão pouco maltrapilho
não foi nada profano, só foi um empecilho
por mais que eu confie na dor, na vida e na memória
hoje foi um dia que não merece fazer história
o sentimento atual, foi a falta de sentido
o desespero inesperado de um pranto corrompido
que talvez de alegria, salvando minha pretensão
de um presente de lamento, perdido por uma nação
que só precisava de uma conquista, para mostrar um sorriso
na salvação das derrotas para o povo do improviso
nós todos sofremos, da sarjeta a arquibancada
esperando um dia novo, uma nova alvorada
anunciando o futuro simples e vitorioso
que apesar de ser lúcido eu espero ansioso
e talvez por uma chance de um dia comemorar
o revés de um destino que hoje me fez chorar

e no segundo dia do mês de julho
eu temo em dizer, que talvez tenha orgulho
e saudade das conquistas que nunca quis comemorar
de um povo que tem gana, faz samba e sabe brilhar
mas que hoje foi vítima de uma grande fatalidade
que tirou de todos nós nossa maior felicidade

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