sábado, 1 de janeiro de 2011

De inapropriados pensamentos,


contesto-me sobre a disposição estética dos meus métodos morais
porque é tão importante que eles sirvam a um bem maior
então porque esse conflito para manter meus padrões normais
se sei que tudo se estabelece entre a moral e a sociedade
e jamais pela estética e a sociedade, onde me enquadro.

O verdadeiro valor nunca será compreendido
e mesmo que seja, será após ter sido perdido
e não quando já não possa mais ser exigido
a vida é vista através do véu da nossa responsabilidade mesquinha
orgulhosos que somos, só a compreenderemos na pureza da morte
e não poderemos voltar para obter um sucesso pleno.

Hoje sinto uma vontade de me comunicar, de me expressar
de falar com quem está aqui, e com quem não está
com todos os condenados que já se foram com suas culpas
enquanto suas inúteis paixões escapavam pela tangente
da curva da vida, que sempre será poente
enquanto só se valoriza a luz quando o sol já se foi.

Hoje senti a minha capacidade de suportar a solidão
e porque ela me satisfaz tanto, em sua simplicidade
porque as vezes é tão importante apenas tocar uma mão
mas só se souber que essa será minha ultima noite nessa humanidade
como essas outras milhares de noites, em um mundo sem fim
noite se unindo a noite, vejo esse conflito dentro de mim
na solitária companhia do vazio, do quieto, do escuro
contemplando um conhecimento demente, porem esperto
que sabe que não há nada para se saber
pois só haverá valor, no que há de se perder

a areia do castelo, o ar da xícara, o vazio da mente
pode parecer indiferente, mas logo será reluzente
e assim, estará perdido pra sempre
na penumbra, na névoa, no olhar indiferente

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