
antes da criação do mundo, havia apenas a escuridão
as trevas reinavam, antes mesmo da luz ser criada
e das trevas, veio a luz, como do frio vem o calor
do detalhe vem o complexo, do simples vem o sensato
mas toda essa lógica natural é deveras incompreendida...
A morte é a ausência de vida, mas o que é a vida
se não apenas a presença do nosso mundo?
e o que o mundo? e o que é o fim de algo que não se compreende
o fim das trevas, da escuridão absoluta, foi lamentado?
e como seria uma natureza, que mantém suas flores e frutos intactos
eternos... sem permitir que a luz, ou as trevas influenciem...
sendo eternamente jovem e eternamente velho
mas todo esse ciclo natural é deveras incompreendido...
A inabilidade de ver o futuro tão óbvio
distorceu toda a luz do conhecimento inepto
desde as suas raízes, luz, vida, discernimento
conhecimento do bem e do mal, morte...
esse é o pecado mortal, conhecer, discernir
deixar o paraíso animal e irracional, deter responsabilidades
mas toda essa necessidade natural é deveras incompreendida...
A auto-piedade é só ausência de coragem
coragem para compreender algo tão vasto quanto o universo
como a luz que iluminava os corações, antes da luz ser criada
e peculiar som de cada diversidade que habita o universo
nada é igual, nem a luz de antes, nem o fogo de agora
não se pode dominar a vida, nem o mundo, nem a luz, nem a morte
mas toda essa necessária sinfonia é deveras imcompreendida...
a luz que iluminava Deus, é a mesma luz que ilumina o homem que criou a lâmpada
as trevas que reinavam antes, são as mesmas trevas que tememos hoje
o conhecimento é cíclico, infinitamente indeterminado, inalcançãvel
mas felizmente, os sonhos não são mesmo, nem as pessoas
e a chave para ser aquela eterna árvore dos frutos eternos
é devora-la, corajosamente, amando-a sem compreende-la totalmente
pois a vontade existe antes das Trevas, antes de Deus, antes da Luz
mas toda essa pureza natural é deveras incompreendida...
O assassinato das criações veio através do homem...
Do seu repúdio à luz do conhecimento...
Do seu medo das trevas da salvação...
Da sua falta de coragem, vontade, amor...
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