
a que fuga rude me forças a seguir
a uma causa nobre não hei de ceder
nem a essa idéia estridente que está a surgir
cruel e ingrata que me obriga a escrever
tantas inspirações hei de citar, pisando nas pedras de um rio
de águas criticas a me afogar, mesmo em um fluxo de apenas um fio
mentiras deixarei escapar para que pensem que não há esperança
recriando com vozes de um povo singular, na época em que a honra me deixa lembrança
não sou posto como herege, pois calo-te com maestria
comum de um povo que se põem a chorar, banhado pela própria heresia
choram por ver, lamentam por não enxergar
são ditados a seguir ao fundo sem hesitar
fazendo fronte a um monstro governante
formam a hydra humana, a torpe retumbante
nas correntes brandas, e em pedras furiosas
que reinam suas glórias tantas, com quedas formosas,
nas margens plácidas de um rio surdo
tomado as pressas de um povo mudo
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