sábado, 9 de outubro de 2010

Da incompreendida realidade,


nós só somos grandes perante aos nossos olhos
e pensar que não, não mudará essa realidade
apesar da única e real importância, ser a individualidade

como ser grande perante ao complexo jogo de viver
onde apenas as crianças sabem o que escolher
escolhendo exatamente o que é imprevisível

quanto mais se cresce, mais se é incompreendido
quanto mais se escolhe, mais se fica sozinho
e a dor de ser grande por dentro e por fora
é talvez algo que ninguém jamais tenha sentido

tornar-se complexo remete ao fanatismo
e tornar-se mudo reflete incompreensão
o poder age cegamente sobre o realismo
tornando mudo quem transborda emoção
que não enxerga o pormenor da simplicidade
que repousa inevitavelmente sobre toda complexidade
de ser grande, simples e saudável
perante tanta ideologia frágil
que ofusca, descarta e elege
um ideal eternamente breve
de ser humano limitado e complexo
enquanto pequeno, medroso e disperso
na grandiosidade que o ego transpira em bruma
da engenhosidade individual de ser coisa nenhuma

troque sua máscara, essa falsidade já está ultrapassada
todos já interpretam seus papeis irrelevantes
enquanto insistem em viver de maneira equivocada
sendo toscos, pálidos, estúpidos e irritantes
não queira ser a verdade, ou maquie sua estupidez
pois estúpido é aquele, que não é ele, todo e de uma só vez

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