sábado, 4 de setembro de 2010

Comtemplação abstrata,


hoje eu me impressionei com razões que nunca viverei
dei valor à luz que a muito me ilumina
que é dotada de uma alegria que nunca percebi
encoberto pelos prazeres que eu sempre idolatrei
esqueci de sentir novas formas de se viver
e mesmo não querendo por dentro eu sorri

mesmo quando tudo parece perfeito e singular
ainda há muito a se contemplar
a beleza é imortal e o conhecimento ilimitado
e viver vai muito além de estar acordado

em meio a todas essa máquinas a contemplação é limitada
e a penúria da infindável corrida, só me leva à chegada
mesmo algo sem fim pode ser conquistado
sem fim é a luz de novos dias a serem contemplados
pois cada dia é único e especial
mas perceber isso é dádiva anormal
nem as cores no jardins e a beleza do luar
nada nesse mundo é completamente igual
cada dia traz um sentido novo para se contemplar

até os banhos de chuva nunca são do mesmo jeito
nem essa insistente chama que arde no peito
dias não foram feitos para lamentos
nem pra infidelidade do dia-a-dia
que corre e nos leva os bons momentos
que só traz dor, esquecimento e melancolia

primitivo senso comum de se adaptar e se esquecer
nocivo a mentes fracas que nunca sabem o que fazer
o que sentir e como se libertar
de toda a paranóia que é viver, ser feliz e amar

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