
lembro-me do século, onde morriam por amar
amavam pra morrer, e viviam a cantar
recitavam palavras de um coração sensível
escreviam suas dores para um publico invisível
agora fazemos da guerra e ódio, motivos de conquistas
nos dias de hoje, onde reinam os capitalistas
nas canções a dor não é mais de amor,
nos corações os luxos são dádivas do horror
temos um pudor verídico na palma das mãos
esquecemos que no princípio, erramos todos irmãos
calmaria nos leva, a pensar nos problemas
fatos de horror, não apenas nos dilemas
como era feito antes, pra escolher quem amar
sem pensar no amanhã, na possível chance de errar
pois errar é do amor, da vida e da morte
quem não era não da valor, ao bem, a vida e a sorte
que no fundo não passa de uma chuva
que bate gostoso, como um cacho de uva
que no passado foi motivo de paixão e poesia
e agora é sede de dinheiro da burguesia
lembro-me do século, onde morriam por amar
e amavam pra morrer, e viviam a cantar
recitavam palavras de um coração sensível
escreviam suas dores para um publico invisível
andas bem, por andares sozinho
ande pelo bem, mas será sozinho
pois no mundo só existe, respeito e amizade
e no fundo a mentira, só perde pra verdade
e o fraco é só diferente, e no fundo é normal
o fraco é você, quando vê o próprio mal
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