domingo, 2 de maio de 2010

Concílio de gratidão,


minha vida é escrever, tudo que eu tive, tudo que não tive e tudo que queria ter
e é bom saber que eu só sou feliz, graças a isso
meus amigos, meu futuro, meus vícios
e é solitário, escrever sobre isso tudo, praticamente sozinho
acompanhado de um cigarro, uma cerveja e um copo de vinho
que pra falar a verdade, eu só tomei uma dose
antes de decair, no mal comido, fruto de uma overdose
que só de lembrar, penso em repetir
as varias vezes que cai, e aprendi
que pra ser feliz, é preciso conquistar
um fruto raro, de uma semente mal plantada
em um mundo que está sempre a te vigiar
em que as verdades já são frias e desbotadas
e eu insisto em repetir, que amor é coisa de momento
como a arvore que cresce torta, e aprende com o vento
que a melhor direção, é a improvável
e a felicidade, é inevitável
como a dor que nunca vem, mas está sempre por perto
fazendo todo e qualquer planejamento ser incerto
e por mais que eu saiba, que vou sobreviver à falsas previsões
o futuro é lúcido, e me prende as velhas decisões
que eu fiz por impulso para saciar meus desejos
nunca antes turvos, nunca antes presos
e o sofrimento do processo, pode ser ignorado
enquanto escrevo, falso, bêbado e inspirado.

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